A oferta para este momento do ano (especial, ao menos para o ovo) é escassa e a demanda é firme. Mesmo assim, o produto obteve na terceira semana de março apenas um modesto e pouco significativo ajuste de preços. Por quê? Sem dúvida recai sobre o ovo o mesmo mal que afeta praticamente toda a economia brasileira: o limitado poder de compra do consumidor, ainda atado à camisa de força representada pelas múltiplas obrigações financeiras de cada novo início de ano. Nesse panorama, o início da segunda quinzena apenas agrava as dificuldades de reposição de preços. O que não impede que novos ajustes venham a ocorrer antes do final do mês, dadas as tipicidades do período de Quaresma no consumo de ovos. Isso, mais do que oportuno, é necessário. Pois mesmo tendo experimentado até agora valorização média de 8,11% sobre o mês anterior, o ovo continua com preços médios ainda inferiores aos de março de 2011. Isso sem contar que a remuneração média obtida nos primeiros 77 dias de 2012 (1º de janeiro a 17 de março) é 3,6% inferior à média anual de 2011, além de situar-se, nominalmente (isto é, sem qualquer deflação que leve em conta a desvalorização da moeda no período), no mesmo nível alcançado em 2008. Fonte: Avisite
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