O excesso de oferta de milho no mercado interno pressionou para baixo os preços do cereal em maio, com uma queda média de 17,7% em relação a abril, segundo dados do boletim "Custos e Preços", elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A redução mais acentuada foi registrada no município de Sorriso (MT), de 29,2%, onde o valor da saca de 60 quilos caiu para R$ 16,50. As condições climáticas favoráveis ao plantio da safrinha podem aumentar o excedente do milho no País. Para conter quedas mais acentuadas, uma das medidas defendidas pela CNA é a realização de leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP). Os leilões funcionam como um mecanismo utilizado pelo governo federal para estimular a comercialização do grão, levando o produto armazenado das regiões produtoras para outras localidades do Brasil ou para outros países. Produtores pedem ao governo que aprofunde a política de estoque para impedir a desvalorização do grão ao longo do segundo semestre. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) diz que só intervirá se as cotações caírem abaixo do preço mínimo, de R$ 12,6, 10% menos em relação aos R$ 14 pagos no ano passado. Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Alysson Paolinelli, ainda é cedo para a base produtiva alardear demandas de preço. Segundo ele ainda é preciso avaliar as variações do mercado. Fonte: DCI Texto adaptado por Assessoria de Comunicação
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