Começou ontem (15), o VIII Curso de Atualização em Avicultura para Postura Comercial, na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (Fcav) da Unesp, campus de Jaboticabal, no interior paulista. A programação se estende até a manhã de hoje. O médico veterinário e professor da Fcav, Luiz Augusto do Amaral, apresentou as medidas de controle de moscas nos aviários. “Vivemos em pleno século XXI, mas com o controle sanitário do século XIX . Temos a possibilidade de oferecer a sociedade um alimento completo, barato e alta qualidade em um país onde muitas pessoas não têm o que comer. Temos que tomar medidas para que amanhã possamos ser melhores do que somos hoje”. Amaral acentua a mortandade da mosca como vetor mecânico de transmissão de doenças. “A mosca carrega diversas espécies de micro-organismos patogênicos para dentro do plantel avícola. Não existe uma receita fixa, mas existem medidas para que sua proliferação seja minimizada”. A principal consiste na redução da umidade dos estercos, o que evita a proliferação do inseto. O uso do gradeado de madeira sob as gaiolas facilita a secagem. “A secagem também pode ser obtida espalhando a parte molhada sobre esterco seco. Também é necessário manter a vegetação baixa ao redor do aviário para facilitar a ventilação, o que auxilia a retirada da umidade”. Amaral enfatiza o controle biológico: é importante que o produtor deixe uma camada de esterco, habitat de cascudinhos e outros predadores das pupas e larvas (fases intermediárias do ciclo produtivo da mosca). Partindo dessa premissa, o controle químico também deve ser realizado com cuidado. “O uso de adulticida (que matam moscas adultas) deve se limitar a aplicações nos locais onde a presença da mosca é indesejável. Esses produtos também eliminam os predadores naturais que ajudam no controle das moscas”. No período da tarde, Roberto de Assumpção, engenheiro agrônomo e pesquisador nível seis do Instituto de Economia Agrícola (IEA) do estado de São Paulo, apresentou um sistema de informação desenvolvido pela instituição para auxiliar na gerência dos sistemas produtivos. Apesar de ser aplicável em várias áreas do agronegócio, Assumpção focou na utilização da ferramenta ACANT em uma granja de postura comercial. O software apresenta recursos que facilitam o gerenciamento de todas as etapas: o pré-porteira (compra de insumos e produtos), dentro da porteira (alojamento e criação) e o pós-porteira (distribuição e comercialização). “O ACANT é importante para que os produtores visualizem a rentabilidade do negócio agrícola. Estamos em uma época em que os orçamentos estão enxutos e os avicultores não tem mais como cortar os excessos. Na etapa de produção somos um dos melhores do mundo, mas temos muito o que aprender em administração e mercado. Nessas áreas não temos a mesma densidade de conhecimento, ficamos aquém dos países desenvolvidos”, atesta. A ferramenta ACANT é gratuita e está acessível através do www.iea.sp.gov.br . No site também está disponível o manual de operação do sistema. Fonte: Avisite
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